21.5.08

Café com leite, pingado, média, caffè latte....

Não é de hoje que sabemos o quanto o brasileiro gosta de café. Em qualquer canto que você vá, tem sempre uma xicarazinha te esperando. Após o almoço todos tomam um cafezinho, no meio da tarde tem a pausa do café, e assim por diante.

Outro clássico é o café com leite, conhecido também por pingado, ou média (que em alguns cantos do Brasil, na verdade, quer dizer pão). De manhã, se você entrar em uma padaria qualquer, verá que a maior parte das pessoas se delicia com um pão com manteiga e um pingado. Simples assim. Mas não pense que você pode encontrar isso em qualquer canto do mundo.

Tudo bem, café e leite tem em todo lugar, mas nem todos têm o costume de tomá-los juntos. Recentemente, de férias na França, sofri para conseguir meu costumeiro pingado de manhã.

Em Lyon, segunda maior cidade francesa em área urbana, não é comum você ver os "locais" sentarem em um café para degustar seu desjejum. Ao invés, muitos passam em quiosques e pegam seu croissant para viagem. Você até pode pedir um cafe au lait, mas geralmente o que vai receber em troca é uma xícara de café puro e um potinho mínimo de plástico com leite frio. A idéia é que você faça a mistura e se satisfaça com isso.

Já se você descer para a Itália, e gostar tanto de bebidas com café quanto eu, vai se sentir no paraíso. Literalmente. Qualquer casa que você encoste, tem lá uma seleção de cafés pra escolher. Espresso, Ristretto, Caffè Latte, Caffè Macchiato, Latte Macchiato, Cappuccino, Caffè Corretto...

É muito interessante ver o quanto os italianos respeitam o café. No Brasil, por exemplo, é bastante comum você ver nos buffets de café da manhã de hotéis, ou em padarias, uma garrafa térmica. Lá não. Nos hotéis que servem o desjejum, por mais simples que seja, tem uma pessoa só para preparar sua bebida - fresquinha.

A melhor parte, pra mim, é a espuma do leite no Caffè Latte. Perfeita, cremosa, chegando até a ficar espessa. Nunca provei igual em qualquer outro lugar.

Certa vez assisti a uma entrevista com Marco Suplicy, proprietário do Suplicy Café, um especialista na área, quando ele explicou que formar essa espuma chega a ser mais difícil que tirar um bom espresso. Palmas para os italianos, portanto, que não decepcionaram em nenhum momento.

Outro fato interessante de se levantar é a variedade de pó de café vendida nos mercados. Há produto de diversos lugares do mundo (especialmente da América Latina), para diferentes tipos de cafeteira e também o orzo, que nada mais é que cevada torrada e moída, usada em cafeteiras especiais.

Para quem gosta de variedade, os italianos também criaram mil tipos de cafeteiras, nas mais diversas cores, formatos e utilidades - como fazer cappuccino ou caffè latte sozinha. A Bialetti é uma das marcas mais legais.

Vale ainda dizer que o Brasil é o segundo maior consumidor mundial de café, o que, no entanto, não significa que os brasileiros degustem os melhores pós. Segundo Suplicy, são os escandinavos e japoneses que têm esse privilégio, diretamente relacionado à renda per capita dos países.

Se você, aqui no Brasil, quiser tomar o café que os estrangeiros tomam, deve procurar um "tipo exportação", pois nós mandamos para fora nossa melhor produção.

Dica: Começou na última terça-feira, dia 20, uma exposição no Shopping Pátio Higienópolis chamada "Cafés do Mundo", que apresentará as mais diferentes cafeteiras criadas no mundo desde o século passado. O evento termina no próximo dia 31.

19.5.08

(Re)Descobrindo a Itália

Não, não desisti do blog, somente tirei férias. Férias de verdade. Daquelas de ficar quase um mês sem ver a cara de um computador, quando os dedos até enferrujam e você tem que fazer um trabalho de readaptação pra conseguir digitar de novo. Nessa folga, passada além mar, redescobri a culinária italiana.

Devo dizer primeiro que o povo daquele país é bem parecido com as “mammas” retratadas nas novelas brasileiras. Dramáticas e passionais, alegres, geralmente mal-educadas, mas acolhedoras, e sempre, sempre “falando com as mãos”.

Isso se reflete, de certa maneira, na comida local. É impressionante como nós brasileiros podemos nos sentir em casa ao nos sentarmos em uma mesa italiana. É o que se chama hoje de “confort food”.

Um bom prato de macarronada quentinho está no cardápio de boa parte dos países ocidentais. Outro dia, sentada em um restaurante à beira mar no belíssimo litoral de Cinque Terre, percebi que a família na mesa ao lado era dos Estados Unidos. Havia um rapaz com uma cara bem típica de jogador de futebol americano, daqueles que só come “trash food”. Foi fácil perceber que ele não se arriscaria nas iguarias locais e então partiu direto para sua zona de segurança: “A spaghetti al ragu, please”.

Esse é o lado mais acolhedor da comida italiana. Ela recebe todos de braços abertos, oferecendo o que tem de mais fresco, mais saboroso e tradicional, despertando a gula em qualquer hora do dia.

Já a paixão que o italiano tem pela comida local, pelo que nasce e cresce em suas terras, remete ao lado passional do povo. As melhores comidas que você poderá provar no país serão aquelas feitas há gerações na cidade onde você estiver, são os pratos que as mammas ensinaram para seus filhos e que representam o orgulho da família.

Uma vez em Milão, prove o “vero vecchio risotto alla milanese”. Você poderá encontrá-lo no restaurante Il Coriandolo, na Via dell’Orso, centro da cidade. Chegará à sua mesa um prato amarelinho, com um arroz cremoso, no ponto certo. Aproveite o pão do couvert pra não deixar nenhum restinho no prato.

Em Assis, o segredo é aproveitar o strangozzi, uma massa daquela região, meio tortinha, mais grossa, que acompanha bem um molho do famoso e caro tartufo negro. O restaurante Medioevo absorve bem essa tradição, num salão com teto baixo, criando um clima medieval que a cidade já tem, e com um serviço muito simpático.

Agora, se você quiser aproveitar o lado festeiro do italiano, pode atacar uma tradicionalíssima “bistecca alla fiorentina”. Mas já aviso, esse prato não é para qualquer um! A peça de carne de boi pesa sempre perto de 1kg, tem uns 3 dedos de altura e é servida praticamente crua no meio. Extremamente macia, ela tem um sabor natural, fantástico. O mais divertido, porém, é se deliciar com o osso no final –e ver o visinho fazer o mesmo!.

(Re)Descobrir a culinária italiana é também voltar um pouco às nossas origens. Nos faz valorizar o que vem da nossa terra, dos nossos antepassados, a pensar no que realmente importa pra nós.

16.3.08

Códigos e pratos

Por que os restaurantes agora têm mania de fazer seus garçons anotarem os pedidos pelos códigos dos pratos? Não entendo. E não gosto.

Não importa o tipo do estabelecimento: lanchonete, italiano, alemão, pequeno, grande, refinado ou simples. Você pede um penne ao sugo e eles rebatem com uma pergunta: "Qual é o código?", procurando no cardápio que provavelmente está na sua mão.

Outro dia estava em um restaurante muito simpático de Moema, com uma ótima comida italiana, bem feita, barata e bem servida. Éramos uma mesa de sete pessoas. Chega a garçonete para pegar os pedidos: "Pra mim ravióli de espinafre", "Eu quero lasanha verde", "Ah, eu vou querer o Penne à carbonara" e assim por diante. E a garçonete buscando os códigos no cardápio para anotar em seu bloquinho.

Na hora de confirmar, para não ter erro, ela solta: "Então são dois número 355, um número 234, um 456, dois 990 e um 123", certo? Na mesa, olhares confusos. "Certo, fazer o quê?"

Pode até ser que facilite na hora de o restaurante fazer a conta final, mas isso não deveria interferir no diálogo comensal/garçom. Se é importante que os números dos pratos sejam passados para a cozinha, ou mesmo para o computador, que isso seja feito depois de um pedido anotado. Afinal de contas, tudo o que uma pessoa quer quando sai para comer, é sossego.

15.3.08

Golden Door

Alguém já ouviu falar do Projeto Julie/Julia? Uma (louca) norte-americana estava insatisfeita com a vida que levava e decidiu que faria todas as receitas do livro Mastering the Art of French Cook, de Julia Child, durante um ano. Eram 524 receitas.

Julie criou um blog e detalhou todas as suas peripécias no percurso. O projeto fez sucesso e acabou virando um livro. Mas não, não é essa a dica da semana -apesar de ter sido inspirada a partir da leitura deste livro.

A dica é do Purely Golden Door, um livro realizado por um spa australiano, que busca o bem-estar através da alimentação adequada, exercícios físicos e relaxamento. No entanto, ao contrário do que se pode imaginar, a comida indicada por ele está longe de ser sem graça, ou parecida com um regime.

O que o livro de Julie tem com isso? Bom, ele me inspirou a testar os ensinamentos do Purely Golden Door. Durante o próximo mês, durante todas as minhas refeições em casa, prepararei um de seus pratos, pelo menos, para ver se consigo resultados reais. No final do projeto conto aqui o resultado.

E quais são esses ensinamentos? Muitos, a começar pela forma como nos alimentamos. Segundo seus autores, devemos diminuir o número de carboidratos processados do nosso dia-a-dia, como farinha branca e açúcar, trocando-os pelos integrais. Ainda pregam que é necessário cerca de 1 a 2 gramas de proteína por dia (carne, por exemplo) por peso do corpo, e explicam que, mantendo seu índice glicêmico estável, você se sente saciado por mais tempo e não tem "aquela vontade incontrolável" de comer doce.

No livro (lindíssimo visualmente, por sinal) há receitas do café da manhã à sobremesa do jantar. Para elas são usados ingredientes saudáveis, integrais, pouco açúcar, sal e nenhuma comida processada. Você pode fazer desde muffin até chilli para sua "noite mexicana".

Os chefs do spa indicam métodos mais saudáveis de preparação dos alimentos, como, por exemplo, refogar a cebola com água, ao invés de óleo. Ao final de cada receita, há um serviço nutricional, com calorias, quantidade de proteína, carboidratos, fibras e sódio do prato.

Dá para passar (muita) vontade no site do spa.

24.2.08


Essa não poderia deixar de comentar. Que tem muita gente louca nesse mundo, todo mundo já sabe, mas tem uns que apelam.

No último sábado, estava trabalhando tranquilamente, vendo a chuva cair pela janela, quando topei com uma notícia curiosa: “Uma Ferrari muito doce”, dizia a manchete de um jornal italiano.

Uma foto grande exibia uma Ferrari F2008 (modelo que a escuderia de Fórmula 1 vai usar nesta temporada) em tamanho natural, real, escala 1:1, feita de nada menos que chocolate.

No total, 25 chefs confeiteiros voluntários trabalharam 400 horas cada um durante seis meses para produzir a obra. Neste domingo, o carro de chocolate, que pesa 2008 kg, seria destruído e, aos pedaços, distribuídos para os visitantes da exposição da qual participava. Uma pena.

22.2.08

O Carlota da Carla

Se no post anterior falei de um livro inspirador, achei que desta vez não poderia baixar a bola. O adjetivo se encaixa perfeitamente para “Carlota – Balaio de Sabores”, de Carla Pernambuco, uma cozinheira iluminada.

Num primeiro olhar você pode se sentir intimidado por eles (livro e autora). A cozinha inventiva pode parecer que pertence às quatro paredes de um restaurante e não à sua apertada pia com facas mal afiadas. Os ingredientes sofisticados parecem caros demais, e a apresentação, trabalho para um artesão. Mas é só olhar uma segunda vez.

Se você olhar de novo, verá um caldeirão de idéias, técnicas, e muitas novidades com uma simplicidade desconcertante.

Quem imaginaria que no livro de uma chef tão bem conceituada como Carla Pernambuco você poderia encontrar uma receita de arroz e feijão, daqueles que você quer comer quando sente falta de casa? E que algumas páginas mais à frente você aprenderia a fazer um dim sum e um kulfi?

O “Carlota” é um livro para aqueles dias em que você está com o coração apertado, querendo aquele impulsozinho externo para continuar. E aí você pode ir direto para a página 50 que logo abaixo da receita de ovos nevados você vai encontrar a cocada. Branquinha, macia, suculenta.

Por outro lado, a obra também serve para quando você está pulando de alegria, pra quando não consegue segurar o sorriso e volta para casa sonhando. Nessas horas dá para aproveitar a receita de salada de papaia verde, ou o toucinho-do-céu.

Passeando pelos capítulos de “Carlota”, você revisita (essa palavra está na moda) clássicos do restaurante de mesmo nome, como o rolinho de pato pequim, ou o copiado suflê de goiabada com calda de catupiry. Há ainda a seção de pratos brasileiros, italianos, orientais...

Um dos meus preferidos é o “O que é isso?”. Nele, você não apenas aprende o que é balik e centolla, como também acompanha receitas que te iniciarão num mundo à parte. Agora, se você já é um expert, pode dar uma paradinha no capítulo “Namoricos de sofá” e se deliciar (e deliciar ao outro, claro) com uma frigideira de cogumelos e requeijão com pão sueco, ou com figos assados com vinagre balsâmico e gelado de passas ao rum.

O livro dá chances até para aqueles que são mais práticos, ou que têm menos prática, e ataca com uma torta de liquidificador e um rocambole de pão de folha.

Por mais que o “Carlota” já tenha deixado de ser novidade nas prateleiras das livrarias, é um livro que vai estar sempre lá, de “janelas abertas”, como diz a introdução, para te receber, te acolher e alimentar o espírito.

Abaixo, a receita de cocada.

Ingredientes

-1 lata de leite condensado
- a mesma quantidade de açúcar
- 1 col. (sopa) de manteiga sem sal
- 100g de coco fresco ralado

Modo de Preparo:

- Junte todos os ingredientes, misture bem e leve ao fogo médio
- Mexa sem parar. Quando começar a desgrudar do fundo da panela, retire do fogo e bata vigorosamente por cerca de 8 minutos: formará uma massa pesada. Espalhe em mármore ou assadeira untada com manteiga, e, depois de fria, corte em quadradinhos.

PS- Fica um charme quando você embrulha uma a uma em papel de seda, junta algumas num saquinho transparente e amarra com uma fita bonita.

5.2.08

Livros para comer

Livros são uma delícia. Eles podem estimular a sua imaginação, fazê-lo chorar, rir, ajudar a dormir, ensinar e, claro, abrir o apetite. Pra mim, tem pouca coisa melhor que sentar com um bom livro nas mãos, repleto de fotos, para escolher minha próxima refeição.

Tem aqueles que são clássicos e seguem uma regra. Por exemplo: Menu italiano, que vai do antipasto ao dolce; ou Vegetariano, com pratos que você nem consegue imaginar como podem ficar sem carne, mas que no final das contas, são uma delícia. Há ainda as miscelâneas, livros que tentam ter um tema como "pratos rápidos" ou "pratos fáceis", mas que no fundo são apenas uma compilação de receitas.

Os meus preferidos são os bem-editados. É óbvio que é fundamental ter boas receitas, que funcionem e sejam saborosas, mas um visual atraente faz toda a diferença, ou você nunca ouviu falar do "comer com os olhos"?

Para quem realmente gosta de seguir receitas, mesmo que seja para alterá-las no decorrer do cozimento dependendo da necessidade, livros com boas fotos, uma letra clara e uma boa explicação do "modo de preparo" atiçam o paladar e estimulam o cozinheiro a ir para o fogão.

Outro dia, parada na seção de gastronomia de uma livraria, vi um casal procurando um livro de comida vegetariana. Eles tinham uns três nas mãos e não conseguiam se decidir. Tive que me segurar para não interferir na escolha e já sugerir alguns dos meus favoritos.

Depois foi a vez de uma mulher pedir uma sugestão para a vendedora e eu, intrometida, querer dizer: "Não... olha esse aqui que você não vai se arrepender. Vai por mim!".

A partir desse episódio veio a idéia de fazer aqui no Con Gusto uma sugestão semanal de livro. Você pode, ou não, levar em consideração, mas tenha a certeza de que todos são escolhidos com cuidado, lidos e relidos.

Para começar, quero relembrar do "Cozinhando para Amigos", livro de Heloisa Bacelar. Já falei sobre ele (clique aqui e leia abaixo no post de 03/03/2007) e não me canso de dizer que é inspirador. Nele você encontra receitas, idéias e sensações para todas as ocasiões, com um texto dedicado e cuidadoso da autora.

27.1.08

Sabores que despertam a digestão

Desde criança somos acostumados a comer um arrozinho sem tempero, ou um purê de batatas sem sal e sem manteiga quando não estamos muito bem do estômago. Comidinhas insossas nos ajudam a digerir o que não está fazendo bem, dão um refresco para o estômago, certo? Não necessariamente.

Num outro dia, ao assistir o programa da Nigella, esse meu conceito mudou. Ela dizia que quando abusa em um dia, gosta de comer algo saudável, mas de sabor forte, no dia seguinte, para se "recuperar".

Achei aquilo um pouco estranho e imaginei meu estômago rejeitando qualquer coisa mais forte em seus momentos de frescura. A história, porém, ficou na minha cabeça um bom tempo.

Um dia, de férias em Buenos Aires, senti que não estava lá no auge do meu apetite e que o abuso das carnes começou a pesar. No jantar, lembrando da Nigella, resolvi inovar e pedi um spaghetti alla puttanesca ao invés de um gnocchi sem molho. Sabe aquele com azeitonas pretas e aliche? E não é que caiu bem?

Hoje, lendo um artigo sobre o Ayurveda, medicina indiana milenar, descobri que ele incentiva o uso de alimentos saborosos para uma digestão apropriada. O princípio é o seguinte: o sabor de uma erva existe por um motivo, indica suas propriedades terapêuticas. O sabor afeta diretamente o sistema nervoso, que por sua vez estimula o fogo digestivo, aumentando o poder de digestão. Dessa forma, a medicina Ayurvédica aplica o uso de ervas e temperos corretos para auxílio das funções do estômago- em mais uma amostra de que o arroz sem gosto pode ser substituído.

A medicina indiana é um pouco complicada e inclui conceitos que não cabem aqui, mas você pode tentar uma refeição mais saborosa quando achar que precisa de uma ajudinha. Aquela pequena história de que "faz bem o que te apetece" pode funcionar aqui, é só você acrescentar os temperos que te despertarem o desejo.

Que tal uma salada de folhas, com bastante hortelã e gengibre em julienne? Ou uma massa com um molho de tomates frescos, em pedaços, e muito manjericão e alho ralado? Abuse ainda da versão doce e rale um pouco de gengibre em cima do abacaxi, ou refogue a manga em pedaços com canela e cravo. Seu estômago e paladar vão agradecer.

Abaixo uma receita de salada bastante incomum de um dos melhores livros que conheço, o Celeiro Saladas.

Ingredientes:
Para o molho

-3 colheres (s) de caldo de limão
-1 colher (s) de gengibre fresco, sem casca, picado miúdo
-1 colher (c) de mel
-2 colheres (s) de óleo de girassol
- 2 colheres (s) de azeite de oliva extravirgem
-1 colher (c) de sal marinho

Para a salada

-2 xíc. de feijão preto cozido
-1 e ½ xíc. de cebola roxa cortada em cubo pequeno
-1 e ½ xíc. de queijo de minas cortado em cubos pequenos -2 xíc. de mamãe Bahia cortados em cubos médios -1/2 xíc. de hortelã picada

Modo de preparo:

-Em uma travessa junte todos os ingredientes do molho e bata com um batedor manual
-Junte o feijão e a cebola e misture bem
-Quando for servir junte o mamão, o queijo e a hortelã e misture com cuidado para não quebrar

25.12.07

Espírito natalino

Eu estou tentando me inspirar. Verdade! Já li sites bonitinhos de gente feliz com o Natal e suas tradições. Já assisti programas culinários inspirados. Já li livros com fotos lindas de pratos fabulosos. Já andei pela cidade vazia e tranqüila. Mas eu não consigo. Não dá. Eu não entrei no clima natalino.

Tudo bem que a anfitriã da festa de Natal na qual eu fui na noite do dia 24 presenteou seus convidados com um bacalhau fabuloso. Postas do peixe foram cozidas no azeite com batatas e tomate. Simples. Suculento. De lamber os dedos. Mas mesmo assim, aquele sentimentozinho de que tudo vai ser melhor, de que a época é de esperança, de que a vida é linda, não apareceu. Estranho, mas o Natal não desperta esse sentimento em mim.

Sou mais daquele tipo ranzinza, que reclama do consumo exagerado, não só das lojas, mas também das luzes de Natal espalhadas pela cidade. Reclamo do trânsito causado pela fila de carros esperando para entrar no estacionamento do shopping, reclamo da praça de alimentação cheia um mês antes do Natal e dos leitores que mesmo na manhã do dia 25 escrevem para dizer que você esqueceu de citar aquele número insignificante.

Sou o tipo de pessoa que perde a paciência com matérias explicando sobre como emagrecer no Natal. "Faça sua ceia light", corte carne, corte carboidrato, corte frutas e sobremesas. Corte os pulsos.

Teve um post no blog do Marcelo Katsuki, no entanto, que me fez ignorar tudo isso e agora só consigo pensar na próxima folga que vou ter para aproveitar um novo restaurante paulistano, o L'Atelier.

Reproduzo aqui uma parte de seu texto: "Afinal, onde você encontraria um 'souflê de vieiras com alho poró e molho champagne' a R$ 29,00 ou ainda 'lagostines sobre flan de abóbora gratinado ao sabayon de champagne' a R$ 39,00? Minha amiga Tereza atesta: "A mesma qualidade de casas como D.O.M. e Carlota mas pela metade do preço". E o chef ratifica: "No ano que vem vou introduzir novidades no cardápio mas os preços continuarão acessíveis, essa é a filosofia da minha cozinha". Sorte a nossa."

Ficou com vontade?! Eu também.

Esse novo ânimo me faz ser complacente com aqueles que até agora só conseguiram arregalar os olhos e soltar alguns suspiros de "que horror..." e passar uma receitinha com cara de natal, mas que é ótima pra qualquer época do ano e pra quando vamos alimentar um batalhão.

Batatas assadas com mel

Ingredientes:
- 2 kg batatas, descascadas e cortas em 4
- 1 kg pastinaca (ou cenouras), descascadas e divididas em 2
- 100 g gordura de ganso (você pode comprar no mercado)
- sal e pimenta moída na hora
- alguns galhos de alecrim, folhas separadas
- um maço pequeno de tomilho fresco, amarrado como um pincel
- 2 cabeças de alho
- mel líquido

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno a 200ºC. Encha sua maior panela com ¾ de água salgada e ferva. Com cuidado coloque as batatas na água e cozinhe por 5 minutos, então acrescente as pastinacas e ferva por mais 2 minutos. Escorra.

Retorne os vegetais para a panela e sacuda um pouco, para "machucar" suas bordas, o que fará com que elas fiquem crocantes quando forem assadas. Adicione a gordura e salgue generosamente. Acrescente a pimenta e os dentes de alho espalhados também. Coloque os legumes em uma assadeira e asse por 30 minutos. Amasse suas folhas de alecrim em um pilão e as acrescente aos legumes 10 minutos depois de eles irem ao forno.

Passados os 30 minutos, tire a assadeira do forno. Sacuda um pouco os legumes e com o pincel de tomilho espalhe o mel sobre o assado. Volte a assadeira ao forno e asse por mais 15 minutos até as batatas estarem crocantes e douradas.

29.11.07

Não se deixe enganar!

Você já se sentiu enganado? Já comprou alguma coisa e ficou frustrado ao recebê-la? Não deve ser tão difícil ter acontecido contigo no mundo capitalista no qual vivemos, onde compras acontecem a todo momento e o que mais importa é faturar.

Outro dia isso aconteceu comigo. Fui para um dos meus programas favoritos de final de tarde de domingo: caça a livros na Livraria Cultura. Como tinha saído de um plantão de 8h, estava com fome. Resolvi então tomar um café e comer um salgado na própria lanchonete da livrara.

Chegando lá vi um pequeno cartaz avisando sobre uma novidade, muffin salgado a R$ 2. Perfeito! Fiz o pedido e aguardei em uma das mesas com vista para a Av. Berrini. Ambiente agradável, silencioso. Eis que chega meu café e o muffin. Muffin? Cadê? Isso? Achei que fosse aquele biscoitinho que acompanha o café. Tem certeza?

Me senti enganada naquele momento. Meu estômago roncou mais um pouco de fome e, de uma só bocada, coloquei o bolinho na boca. O pouco que deu para sentir do sabor, estava gostoso, mas não deu nem pra enganar o paladar, quem dirá a barriga.

É uma vergonha que um estabelecimento qualquer venda aquilo. Ele, no mínimo, tinha que ser dado como brinde para acompanhar o café, já que é do mesmo tamanho do tradicional biscoitinho. Não acredito que tenha sido, mas parece uma atitude de má fé.

Se você ficou com vontade de comer um muffin salgado, recomendo a Starbucks. O bolinho custa caro, R$ 7, mas é gostoso. Agora, se você quer gastar menos que isso e comer oito, aproveite a receita a seguir, que tirei do site da Rita Lobo (que, inclusive, está recomendando o Con Gusto - http://panelinha.ig.com.br/site_novo/blog/indica.php?p=2) e é bem gostosa.

Muffin salgado de queijo e tomate

Ingredientes

- 1 tomate
- 1/2 xícara (chá) de provolone em cubinhos
- 1 ramo de manjericão
- 1/2 xícara (chá) de leite
- 4 colheres (sopa) de manteiga
- 2 ovos
- 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
- 1 xícara (chá) de farinha de trigo integral
- 2 colheres (chá) de fermento
- 1 colher (sopa) de açúcar
- manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar

Modo de Preparo

1. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Unte 8 forminhas individuais de muffins ou de empadinhas com manteiga e polvilhe farinha.

2. Numa tábua, corte o tomate ao meio, retire as sementes e corte-o em cubinhos. Pique as folhas de manjericão.

3. Numa panelinha, junte o leite e o manjericão. Leve ao fogo alto e, quando o leite ferver, desligue o fogo. Acrescente a manteiga imediatamente e mexa bem até derreter. Coloque os ovos e misture bem. Reserve.

4. Numa tigela grande, passe por uma peneira as farinhas, o fermento e o açúcar. Faça um buraco no centro e regue com a mistura de leite e manjericão. Com uma colher, mexa até a farinha absorver todo o líquido. Acrescente o queijo e o tomate em cubinhos.

5. Em cada forminha, coloque 3 colheres (sopa) de massa. Leve ao forno por 25 minutos. Retire os muffins da assadeira e coloque sobre uma grade para esfriar. Sirva morno ou à temperatura ambiente.

27.11.07

Quando o corpo pede

Não sei como é com vocês, mas meu corpo algumas vezes pede por uma comida mais leve, sem muito sal, ou a famosa natureba. Geralmente essa necessidade vem depois de um excesso. Um fim de semana comendo mal, muito lanche, uma comida muito bege.

Comer sob estresse também me leva a querer refeições mais tranqüilas, lentas e pequenas. Se você é um daqueles que costuma comer em frente ao computador, sem nem prestar atenção no que está colocando para dentro, é bom criar momentos de ruptura, levantar da cadeira e comer em outro ambiente.

Por mais balela que possa parecer, comer rápido, sem observar o que se está fazendo, sem escolher a comida, prejudica a digestão, seu corpo não tem tempo para absorver as informações que está recebendo, nem para descansar.

A necessidade de uma comida mais natural, beirando o vegetarianismo, me levou a criar o “dia da limpeza”. É um dia da semana, geralmente a sexta-feira, que eu faço questão de procurar esse alimento restaurador, que parece me limpar dos excessos da semana.

Um dos lugares que procuro para isso é um restaurante japonês, que sempre serve um salmão grelhado, aquele arroz sem sal grudadinho e maravilhoso, tofu, pepino, sushi/sashimi, gengibre e macarrãozinho de arroz.

Outro restaurante é um vegetariano que, mesmo na loucura de um local comercial em São Paulo, conseguiu criar um clima tranqüilo, com som de pássaros e água, e com uma comida bem simples e “da terra”. Outro dia, por exemplo, comi uma esfiha de abóbora com ricota bem interessante, e almôndegas de soja picante que atiçam o paladar. Um chá na saída também é sempre muito bem-vindo.

Se você também é adepto do “dia da limpeza”, ou se gostou da idéia e quer tentar, não precisa necessariamente buscar um restaurante. É possível, e bem fácil, reproduzir essa comidinha em casa, e também o ambiente. Desligar a televisão ao se sentar à mesa, colocar uma música que lhe agrada aos ouvidos e se sentir confortável ajuda muito.

Segue uma receita de uma espécie de ensopado com leite de coco, ou curry indiano. Dose o sal de acordo com seu gosto, mas não exagere. Se achar meio sem graça, use mais temperos como cominho e coentro. Coma acompanhado de um arroz integral com sementes de linhaça. Você vai ver que sua digestão será bem mais fácil.

Curry de legumes

Ingredientes:

-1kg de legumes variados picados no tamanho de uma mordida (cenoura, vagem, abobrinha, brócolis, batata doce, couve-flor...)
- 400 ml de leite de coco
- 1 col. sobremesa de cominho moído
- 1 col. sobremesa de coentro moído
- 1 col. sobremesa de cúrcuma
- 1 cebola picadinha
- 2 dentes de alho picadinhos
- 1 pedaço de mais ou menos 5 cm de gengibre picadinho
-1 pimenta verde sem sementes
- 3 col sopa de coentro fresco picado
- azeite
- sal

Modo de preparo:

- Pique cebola, pimenta, gengibre e alho. Muito bem picado. Se preferir, passe tudo pelo processador até virar uma pasta. Refogue no azeite em fogo médio.
- Quando perfumar, junte o coentro, o cominho e a cúrcuma
- Espere perfumar mais uma vez. Junte os legumes escolhidos picados em tamanhos de uma mordida
- Misture bem e deixe refogar por uns 3 minutos, para os legumes absorverem os temperos
- Junte o leite de coco, baixe o fogo, tampe a panela e cozinhe até que os legumes estejam macios. Se sentir que está secando, acrescente um pouco de água.
- Salgue e coloque o coentro fresco por cima

24.10.07

Uma idéia pra variar

O aspargo é um ingrediente recorrente nas receitas "gringas", especialmente dos chefs europeus. Eles parecem se deliciar quando é época do vegetal e mostram em seus programas as feiras de rua repletas de tubinhos verdes e pontudos.

Muitos nos ensinam a escolher os melhores: eles não podem ter flores ou brotos, devem ter uma cor verde uniforme e estarem firmes. Os menores são os mais saborosos.

Mas aí eu pergunto, de que adianta isso para os brasileiros? Sempre foi bastante complicado (e caro) encontrar bons aspargos frescos em nossos mercados e feiras, e os enlatados não nos servem para muitos pratos, são amarelos, opacos e pouco apetitosos.

São Paulo, no entanto, é uma cidade maravilhosa. Se você procura, é bastante fácil fazer descobertas que podem mudar sua vida - de certa maneira.

Assunto recorrente, o bairro da Liberdade mais uma vez salta na sua frente e te faz parar. É muito fácil encontrar em seus mercadinhos maços de aspargos frescos bem bonitos, verdinhos e arrumadinhos em prateleiras refrigeradas ou mesmo em caixotes na calçada. E o melhor, com bons preços.

É verdade que a maioria dos sacolões chiques de bairro já vende o vegetal fresco, mas nem sempre eles estão bonitos e podem chegar a custar 40% mais caro.

De uma forma, ou de outra, a receita abaixo deverá te inspirar para comprar o aspargo, seja no mercado chique, seja em uma lojinha da Liberdade. O importante é que os ingredientes sejam bons e bem manipulados.

Com o calor que se anuncia para o final deste ano, este risoto é uma opção bastante refrescante e que não deixa peso na consciência. Saudável e bonito, ele é muito convidativo para um almoço no jardim.

Risoto de aspargos, ervilhas e hortelã

Ingredientes:

455g de aspargos (Apare os aspargos desde a ponta até a base. Remova a base do talo e descarte. Corte as pontas e deixe-as de molho em água com sal até ficarem macias. Pique os talos grosseiramente)
340g de ervilhas frescas ou congeladas (Deixe as ervilhas (frescas) de molho na água -desta vez sem sal- até ficarem tenras)
1 punhado de hortelã fresca sem talo e bem picada
1L de caldo de galinha
1 col. (sopa) de azeite
2 cebolas bem picadinhas
½ cabeça de salsão bem picada
2 dentes de alho bem picados
400 g de arroz arbóreo
100 ml de vinho branco
70g de manteiga
100 g de parmesão

Modo de Preparo:

Esquente o caldo.
Em outra panela aqueça o azeite e refogue a cebola, o salsão e uma pitada de sal. Deixe uns 3 minutos e acrescente o alho. Mexa e deixe mais uns 2 minutos. Quando tudo estiver tenro, acrescente o arroz e mexa constantemente, mas devagar. Não saia de perto da panela. Se perceber que está muito quente, abaixe o fogo.

O arroz vai começar a ficar transparente. Quando isso acontecer, acrescente o vinho e deixe evaporar. O perfume é ótimo!

Agora acrescente os talos dos aspargos e metade das ervilhas. Coloque a primeira concha de caldo quente. Misture lentamente. Acrescente um pouco de sal. Vá acrescentando caldo conforme ele for secando, mexendo para ele ser incorporado ao arroz. Vá testando o sal no decorrer do cozimento (não se esqueça que ainda vai parmesão na receita).

Quando o arroz estiver cozido, mas ainda com uma leve consistência, desligue o fogo. Acrescente as pontas de aspargos, o restante das ervilhas e a hortelã. Adicione ainda a manteiga e metade do parmesão. Misture. Perceba como a manteiga dá brilho ao risoto. Sirva imediatamente salpicado com o restante do parmesão ralado.

3.10.07

Tem situações na vida que realmente não têm preço. Parece frase feita e chega até a ser brega, mas é verdade. Outro dia, uma amiga que está morando em Londres enviou umas fotos de um esquilinho que apareceu em seu quintal. Ele comeu algumas nozes e se mandou. A cena despertou em mim a mesma sensação de quando a natureza interrompe o meu dia como se falasse para eu parar um pouco e respirar.

Na correria da manhã, por exemplo, não tem nada melhor que tomar café sentada, ouvindo os passarinhos cantarem no jardim. Dá até para saber se está acontecendo alguma coisa errada com eles, pela intensidade e ritmo dos assobios.

Passar de carro ou ônibus por uma árvore muito florida e torcer o pescoço para olhar para ela por mais tempo, ou observar uma flor que cai do galho como se fosse um sino e que você nunca tinha reparado que estava ali, também são momentos que me fazem ganhar o dia.

O melhor de tudo é que essas "vitórias" vêm de coisas pequenas, frutos de nossos esforços. Ver que seu bolo cresceu e se manteve cheio depois de frio é uma conquista. Transformar aquela fruta bonita e suculenta em geléia e passá-la sobre um pão fresco, recém saído do forno é outra.

Mas não é preciso nem mesmo cozinhar para sentir os prazeres da mesa e interromper o dia com um suspiro. Ali na Bela Cintra tem uma padaria minúscula, mas sofisticada, que faz uma fornada por dia. Se você chegar no fim da tarde, corre o risco de não ter quase nada para comer. Há pães, bolos e salgados de derreter na boca. O nome é P.A.O. (Padaria Artesanal Orgânica). Prove o pão de azeitonas e azeite. Você não vai querer parar de comer.

Depois, inspirado, vá para casa e tente fazer um de sua preferência. Quando ele sair fumegando do forno, coma uma fatia com uma manteiga aromática por cima e outra com uma geléia de jabuticaba, aproveitando a época. Pare, respire. Você acabou de ganhar o dia.

Geléia de jabuticaba

Ingredientes:
- quanto baste de jabuticaba
- quanto baste de açúcar
- 1 litro(s) de água

Modo de preparo:

Coloque as jabuticabas em uma tigela e amasse bem com as mãos ou com um pilão. Leve ao fogo numa panela grande, com um pouco de água. Deixe que cozinhem até que estejam macias. Passe numa peneira, para obter um purê das jabuticabas. Descarte os caroços e partes mais duras que não consiga fazer passar pela peneira.

Meça a quantidade de massa por xícaras ou copos. Volte a massa à panela, junte açúcar (para cada medida de purê de jabuticaba, coloque uma igual de açúcar). Leve ao fogo, mexendo sempre, até engrossar. Coloque em vidros esterilizados e deixe 10 minutos em banho-maria, depois de tampá-los.

22.9.07

Hamburguer diferente?

O grande problema de um restaurante pode ser a expectativa que se cria em torno dele, e acho que o caso do B&B Burguer & Bistrô, é exatamente este. Depois de tanto ler a respeito de seus fantásticos e criativos lanches, com cara de gourmand, fui finalmente e com água na boca visitá-lo.

A hostess bonita e simpática é um bom presságio. O clima criado com a decoração diz que lá só se serve comida de primeira, requintada e cara. A mesa, apertadinha, recebe um igualmente pequeno vaso com uma única flor, e nas paredes quadros devidamente iluminados também dão um clima floral.

O cardápio, no entanto, tem o poder de quebrar essa atmosfera. Depois de tanto ouvir sobre os famosos lanches, nenhuma novidade. Cogumelo, queijo, pimenta, salmão, atum, opa, foie gras! Algo diferente. Mas pára por aí. Os lanches, com ou sem pão, não chegam a surpreender, nem a atiçar o apetite.

Apesar da falta de criatividade na elaboração do cardápio, a qualidade dos pratos é inegável. O hambúrguer vem no ponto certo e o garçom faz questão de avisar que o interior é rosado. Sobre uma cama de batatas, o prato -que não chega a ser um lanche- vem com um molho de queijo bastante suave, em perfeita combinação com as ervas da carne.

O prato com cogumelos também tem os sabores bem balanceados e a carne, mais uma vez, perfeita. O molho não sobrepõe o tempero da carne e permite que se sinta o gosto do fungo. O hambúrguer mais uma vez vem sobre uma cama de batatas.

O preço por cada prato é alto, aproximadamente R$ 30. Já o couvert é mais em conta, R$ 7 por pessoa. São servidos cinco molhinhos (azeite com pimenta, patê de fígado, chutney de manga, cream cheese e manteiga aromatizada) e alguns pãezinhos que, apesar da bonita apresentação, não pareciam frescos.

O atendimento é eficiente. Até demais. Os garçons não te dão muito tempo para reagir. Anotam o pedido e se mandam, literalmente. Na saída, recolhem o pagamento e? Somem. Nem um "Obrigado, volte sempre". Nada.

No geral, não classificaria a experiência como negativa, mas poderia dizer que ela foi frustrante. Se você está em busca de um lanche, não é lá o lugar.

31.8.07

Finger food

O finger food agora é moda e parece ter chegado para ficar um bom tempo. A comida, servida aos bocados, ganhou ares de requinte e virou cozinha descolada, de gente moderna. É como se o coquetel deixasse de ser careta, já que costumava ser visto como comida corporativa.

Muitos dos buffets responsáveis por eventos sociais e empresariais no Brasil já se adaptaram à nova moda e adotaram o finger food como carro chefe. Eles são capazes de realizar um jantar inteiro com cumbuquinhas, permitindo que as pessoas comam em pé, sem o uso de uma faca.

A moda se espalhou há alguns anos, impulsionada pelo sucesso de Ferran Adrià, que começou a se destacar no cenário internacional com suas criações inovadoras. Os privilegiados que degustam um menu em seu restaurante, o El Bulli, são servidos com inúmeros pequenos pratos, todos eles em louças criadas para potencializar o efeito da comida.

Muito popular em festas, o finger food tem como característica recipientes que facilitam o ato de comer com as mãos de forma civilizada. Ao invés do guardanapo, que limita o tipo de comida a ser servida, usa-se agora cumbucas, xícaras e até colheres, possibilitando que pratos mais "molhados" sejam comidos sem talheres.

Esses recipientes são um trunfo não apenas para diversificar o cardápio, mas também o visual de uma festa. Dependendo do designe escolhido, é o clima que o evento terá, servindo, inclusive, como decoração.

Promover sozinho em casa uma festa "tipo finger food" não é tarefa fácil. Nem todos os pratos podem ser feitos com antecedência e dificilmente você terá louça para atender a todos com a freqüência adequada. No entanto, é possível se inspirar na nova moda para diversificar um pouco o visual das suas festas.

Em uma reunião informal, é possível preparar minihamburguers , que dispostos de forma linear em um recipiente raso e colorido enchem os olhos e a boca de vontade.

Segue uma receita de hambuguer de peru, carne pouco usada pelos brasileiros.

Ingredientes:

- 2 fatias de pão de forma
- 30g de carne de peru moída
- 55g de queijo cheddar ralado
- ½ cebola picada finamente
- sal e pimenta
- alface, tomate, ketchup, mostarda
- 1col. (sopa) de azeite
- Mini pão de hambuguer (hoje é possível encontrá-los coloridos também)


Modo de preparo:

- Em um processador transforme o pão de forma em uma farinha
- Em uma travessa junte a farinha, o peru, o queijo e a cebola. Tempere com sal e pimenta e misture tudo muito bem.
- Use uma concha de sorvete para pegar a massa, que ficará redondinha. Depois é só achatá-la com as mãos para formar o hambuguer.
- Esquente o azeite em uma frigideira antiaderente e refogue os minihamburguers até cozinharem por completo
- Monte os lanches com os pães, alface, tomate, ketchup e mostarda, ou qualquer outro ingrediente que te apeteça

23.8.07

Light, diet "zero açúcar"

Começar uma dieta é sempre muito difícil. Acho que a parte mais difícil do regime, pra falar a verdade. Você precisa ter coragem pra, de uma hora para a outra, diminuir drasticamente a quantidade de comida e, muitas vezes, o que você come.

Você vai ao médico, pega o cardápio, lê as restrições e fala: "Ok, dá pra fazer". Mas aí no dia-a-dia percebe que as coisas não são assim tão simples (ou saborosas). Tudo bem que tomar leite desnatado ou usar uma geléia, requeijão ou margarina light não são grandes problemas. Hoje em dia os produtos diet, light, "zero açúcar" já não têm um gosto tão alterado.

O problema chega quando você "pode comer quanto alface quiser", mas com duas gotas de azeite, apenas, sem sal, sem nada. Por mais que você goste de alface, a seco não dá, né? Peito de frango é outra coisa que pede um tempero, e olha que toda dieta tem esse ingrediente em profusão.

O ideal para conseguir seguir uma dieta é ser criativo. Passada essa primeira fase, seu corpo se acostuma com a quantidade menor de comida e nem pede por mais. Deixar o prato com cara de apetitoso também é fundamental. Não adianta se enganar, você estará fazendo um sacrifício e cada refeição terá um valor incalculável. Então a transforme em algo especial.

Se no cardápio do almoço de hoje tem salada de alface, palmito e tomate cereja, você pode pegar o tomate e esmagá-lo sobre a alface, usando sua própria água como tempero. Coloque também ervas frescas picadas, elas não vão interferir na balança de calorias e com certeza darão sabor à salada.

Já se em outra refeição você tem permissão de comer berinjela assada recheada com carne moída, tempere a carne com garam masala, ou curry com um toque de canela. Também não vai contar pontos e terá algo diferente, que estimula o paladar e leva sensação de satisfação para o cérebro.

O café da manhã é uma fatia de melão? Pique hortelã em cima para dar mais graça. À tarde você pode comer um pedaço de mamão? Pingue algumas gotas de limão em cima e você terá um gosto bem diferente do comum. Variar e inventar são a chave do segredo para essas ocasiões.

Abaixo coloco uma receita de granola feita em casa, pra comer com iogurte (desnatado!):

Ingredientes:

-1/3 xíc de xarope de arroz (ou milho)
- 2 col. (sopa) de óleo
- ¾ xíc. de açúcar mascavo
- 2 xíc. de amendoim
- 4 e ½ xíc de aveia em flocos (não pode ser a instantânea para fazer mingau)
- 1 xíc. de semente de girassol
- ¾ xíc. de gergelim
- ¾ xíc. de creme de maça (serve aquela papinha de bebê)
- ¼ xíc. de cacau
- 1 pitada de gengibre em pó
- 2 col. (chá) de canela em pó
- ¼ xíc. de mel
- 1 col. (chá) de sal

Modo de preparo:

- Junte todos os ingredientes muito bem
- Espalhe tudo em uma forma e leve ao forno pré-aquecido a 150ºC por uns 40 min. Deixe a mistura secar, mas tome cuidado para não queimar.
- Quebre as partes que ficarem juntas e guarde em um pote hermético

22.8.07

É da estação

No Brasil, as estações do ano não são tão claras quanto em alguns outros lugares do mundo. Agora, por exemplo, estamos no inverno, mas podemos encontrar lindas árvores com flores bastante coloridas espalhadas por aí.

Já nos Estados Unidos, ou na Europa, as pessoas costumam comemorar bastante a primavera e o verão. A aparência das cidades muda radicalmente e o homem se assemelha muito ao animal, saindo de sua toca e indo para o sol, para "lagartear".

Talvez por esse motivo não é muito comum ver donas de casa nos mercados daqui procurando frutas e legumes da estação. Elas os acabam comprando porque invariavelmente o preço é menor e os produtos são melhores, mas nem sempre têm consciência disso.

Lembrei do assunto porque na edição desta quarta-feira do New York Times tem uma matéria-exaltação ao tomate de verão. A repórter, Melissa Clark, fala da suculência, fragrância, cor e abundância dos tomates no verão.

Com uma sacola dos vermelinhos em casa, ela começa a elencar suas receitas favoritas com a fruta. Isso me fez lembrar de uma entrada que sempre faz bastante sucesso, a bruschetta de tomate. Além de dar um prato lindo, elas são deliciosas e dão uma bela início para um jantarzinho mediterrâneo, ou para um coquetel mais simples.

É preciso um mínimo de paciência para montá-las, mas as operações são extremamente simples. Um charme adicional fica por conta de pequenas folhas de manjericão, que são colocadas no topo da pilha de tomates. Fica lindo em uma travessa colorida.

Segue a minha receita, que não tem medidas, só ingredientes. Ela fica muito mais gostosa quando o pão está aquecido, mas o tomate firme e frio.

Ingredientes

- baguete de pão italiano de boa qualidade o quanto baste
- tomate suficiente para cobrir todo o pão
- sal grosso
- pimenta-do-reino
- uma folha pequena de manjericão para cada bruschetta
- alho
- azeite

Modo de Preparo:

- Corte o pão italiano em fatias
- Esfregue um dente de alho em cada uma e as pincele com azeite. Leve ao forno para amornar
- Pique o tomate em cubos pequenos
- Pique o alho bem miudinho (o alho vai muito de gosto, mas dá um charme todo especial)
- Tempere os tomates com o alho picadinho, o sal grosso moído na hora e a pimenta, também moída na hora
- Regue a mistura com um bom azeite
- Prove a mistura e acerte o tempero que precisar
- Quando as fatias de pão estiverem mornas, retire-as do forno
- Coloque um pouco do tomate em cada fatia e complete com uma folha de manjericão. Muito charmoso!

21.8.07

O pecado do microondas

Uma das coisas mais frustrantes quando você chega a um café e pede um salgado - uma esfiha, um pão de batata, ou até um folhado - é ver a atendente colocá-lo no microondas. O que antes era fresco, perto do crocante por fora e macio por dentro, se transforma em borracha com um recheio derretido e, na maioria das vezes, pelando.

Infelizmente a prática é bastante comum em São Paulo, especialmente naqueles cafés que prezam pelo volume de venda, deixando de lado a qualidade. Seus clientes, na maior parte do tempo, só querem matar a fome quando não dá para almoçar, ou antes de enfrentar duas horas de trânsito até chegar em casa.

Quando você for comer em um estabelecimento do tipo é só dar uma espiada atrás do balcão. Tem microondas? Então caia fora. Nem mesmo o pão de queijo foge da tortura do aquecimento inadequado.

Um salgado, para ser gostoso e satisfazer além de um simples preenchimento da barriga, tem que ter uma massa recém saída do forno, que oferece uma certa resistência ao ser mordida, e que revela um recheio ainda firme - e não desmanchando.

Dentro do salgado você pode encontrar desde calabresa até verduras. O meu salgado preferido é a boa e velha coxinha. Mas não qualquer coxinha. Tem que ser a da padaria Real, que fica na cidade interiorana de Sorocaba. Ela é perfeita e teimo em dizer que é a melhor do país.

A massa fina acompanha o "crocante por fora e macio por dentro" que todo mundo almeja. Bem temperada, ela dá espaço para um recheio de frango com catupiry no ponto certo, nem muito, nem pouco dos dois.

Das cadeias maiores, que já inundam São Paulo, eu gosto do folhado de queijo branco do Uno & Due. Quando bem feito, o queijo transborda depois de ir ao forno, mas não fica borrachudo. Bem temperado, ele cria aquela casquinha gostosa em contato com a forma.

Tem gente que gosta bastante daquele pão de queijo da Galeria dos Pães. Ele é enorme e exatamente por isso acho que fica muito massudo. Prefiro os menores, como os da Casa do Pão de Queijo. Completando as cadeias grandes, tem o muffin salgado da Starbucks, que é bem gostosinho, apesar do preço exorbitante.

Pra fazer em casa, gosto de esfihas. O cheirinho delas assando é muito bom para abrir o apetite e combina com uma sessão de filme, ou com um lanche da tarde. Segue uma receita do restaurante Arábia, meu lugar preferido para comer esfihas (tirando a casa de um amigo, cuja mãe faz as melhores que já provei).

Ingredientes

Massa

30g de fermento biológico
500 ml de água
3 colheres (sopa) de açúcar
1/2 colher (sopa) de sal
2 colheres (sopa) de óleo
1 kg de farinha de trigo
1 xícara (chá) de fubá de milho
óleo para untar

Recheio

500g de carne gorda moída (capa de filet)
2 tomates vermelhos picados
1/2 cebola média picada
1/2 xícara (chá) de salsinha picada
1/2 xícara (chá) de coalhada
1/2 xícara (chá) de tahine (sementes de gergelim esmagadas e transformadas em pasta)
1 colher (chá) de pimenta síria
1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída na hora
1/4 de xícara (chá)de suco de limão
1/2 xícara (chá) de snoobar (pinoli)

Modo de preparo

Massa

Dilua o fermento na água e acrescente o açúcar, o sal e o óleo. Junte a farinha aos poucos e misture continuamente, com as mãos, batendo até a massa ficar homogênea. Cubra com um pano de prato umedecido e deixe descansar por 5 minutos. Amasse novamente, faça pequenas bolinhas , do tamanho de uma noz, passe uma a uma no fubá e cubra mais uma vez com um pano de prato umedecido para a massa não ressecar. Em uma assadeira untada com óleo , disponha as bolinhas de massa, deixando um bom espaço entre elas. Abra uma a uma com a ponta dos dedos, deixando as bordas mais grossas que o centro.

Recheio

Misture bem todos os ingredientes.

Finalização

Coloque duas colheres (sopa) do recheio no centro de cada esfiha. Abra mais a massa, espalhando o recheio com os dedos até obter o formato de um disco, deixando aparecer somente a borda da massa.
Distribua o snoobar sobre as esfihas e deixe descansar por 20 minutos. Leve ao forno preaquecido a 300ºC por cerca de 8 minutos ou até corar.

20.8.07

Sem mais palavras

Chocolate não precisa de apresentação, explicação ou propaganda. Conheço apenas duas, ou três pessoas que não gostam, mas mesmo assim dão aquela beliscadinha quando tem uma sobremesa à base do dito cujo.

Partindo desse pressuposto, mando direto uma receita que deve interessar a muitas pessoas.

Cheesecake de chocolate

Ingredientes:
Para a massa:
125g de bolacha integral
1 col. (sopa) de cacau em pó
55g de manteiga

Para o recheio:
500g de cream cheese em temperatura ambiente
2/3 xíc. de açúcar
1 col. (sopa) de amido de milho
1 col. (sopa) de essência de baunilha
3 ovos
3 gemas
¾ xíc. de sour cream
1 col. (sopa) de cacau dissolvido em 1 col. (sopa) de água quente
175g de chocolate derretido

Modo de preparo

Massa:
Misture todos os ingredientes na batedeira até virar uma farofa úmida.
Forre uma forma de fundo removível para evitar que entre água na massa
Molde na forma com as mãos e coloque no freezer

Recheio:
Bata o cream cheese rapidamente na batedeira
Misture os demais ingredientes, menos o chocolate derretido, ao cream cheese
Agora misture o chocolate derretido, com cuidado
Coloque o recheio sobre a massa que estava no freezer
Leve a forma para o forno a 180ºC em banho-maria
Estará pronto quando firmar o recheio

15.8.07

Um olhar sobre a rotina

Depois de férias merecidas e bem aproveitadas, retorno à minha rotina de carros de corrida, ginástica, cozinha prática e trânsito. Parece desanimador, mas tenho aprendido que tudo na vida depende de nossos olhos.

Incrementar a rotina sem inventar mais trabalho não é tarefa simples, mas criar certos hábitos pode ajudar. Você quer ter ervas frescas em um cantinho da casa? Bom, precisará regá-las (pelo menos). Comprar um regador que comporte a quantidade necessária para molhar todas de uma só vez é meio caminho andado. Pela manhã, quando estiver com a xícara de café na mão olhando para o nada pela janela (como numa propaganda de margarina) aproveite para regar seu jardinzinho.

Quer deixar a casa perfumada sem ter que apelar para aqueles produtos que espirram um cheiro de desinfetante, ou perfume barato, de meia em meia hora? Compre flores. Os lírios, quando abertos, exalam um perfume sedutor, que te faz dar uma paradinha só pra cheirar mais de perto. Fora o visual. As plantas são enfeites naturais que alegram e dão charme a qualquer ambiente.

Pode parecer pouco para dar um estímulo a mais no seu dia-a-dia, mas espera até você colher o primeiro galho de alecrim para temperar aquele bifinho básico que está fazendo para o jantar. Só de mexer no jardim de ervas você será incitado com os aromas que saem de cada pé plantado com suas próprias mãos.

As flores também fazem diferença para o humor diário. Não precisa ser nada grandioso, nenhum buquê. Basta uma garrafa velha de água, ou azeite, bem bonitinha, com um botão de gérbera para enfeitar a mesa. No café da manhã, ou no jantar tardio, elas sempre trazem uma graça a mais.

Para quem mora sozinho, é ainda mais importante esse tipo de mimo, que evita que a casa fique desleixada e as refeições existam só para matar a fome. Sou daquelas que acredita que nossa casa não é um hotel, onde vamos só para dormir e tomar um banho quente. Acredito mais no conceito de lar e faço o que for necessário para deixar o meu o mais aconchegante possível.

Abaixo segue uma receita que você pode usar nas três principais refeições do dia. É uma omelete bem leve e delicada, que acompanha bem tanto torradas com uma boa manteiga, quanto uma saladinha verde bem temperada.

Ingredientes:

-2 ovos por pessoa em temperatura ambiente
-4 cogumelos de Paris, para cada ovo
-Tomilho e sálvia
-1 col. (chá) de azeite
-Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:

-Em uma vasilha bata os ovos temperados com sal, pimenta-do-reino e o tomilho
-Pique os cogumelos em lâminas finas
-Aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio, com o azeite. Quando estiver bem quente, coloque as lâminas de champignon e as folhas de sálvia, tempere a gosto com sal e pimenta-do-reino. Mexa sempre para que fritem uniformemente e, quando dourarem, retire da frigideira
-Coloque as lâminas em cima do papel-toalha, para absorver o excesso de gordura;
-Elimine o excesso de óleo da frigideira e coloque-a no fogo médio, quando ela estiver novamente bem quente, despeje os ovos batidos de uma só vez;
-Com a mesma espátula, junte o ovo coagulado no meio da frigideira, deixando, assim, espaço para o ovo líquido. Faça esse movimento sem parar, até chegar ao ponto que deseja, mas atente para que a omelete não seque, é importante deixá-la molhadinha
-Quando estiver no ponto desejado, coloque no meio os champignons e a sálvia, e dobre ao meio, formando uma meia lua.