25.11.06
Pra refrescar, vá de limão com manjericão
Ao fim da festa, que teve a presença de uns 30 ilustres convidados, contamos o consumo de 30 litros de refrigerante, fora os 21 litros em latas de cerveja e outros tantos de água. Mas, adepta dos alimentos naturais que sou, prefiro ficar com os sucos, e se você não tiver que servir muitas pessoas, pode tentar um que adoro para os dias ensolarados:
Suco de limão com manjericão
Faça uma limonada forte e adoce conforme seu gosto. Coloque-a no liquidificador com algumas pedras de gelo e um punhado de manjericão para cada litro. Bata tudo o suficiente para deixar as pedras moídas.
Uma mistura simples, mas que foge da combinação habital com o hortelã, dá um toque inusitado para a bebida, que além de refrescar deixa todos intrigados para descobrir “o que você colocou aqui?”.
24.11.06
Mi Buenos Aires querida!
Recém-chegada da Argentina, onde desfrutei de dez dias ensolarados de férias, retomo meus escritos. De lá trago muita comida gostosa (não só carnes) e um paraíso de restaurantes na capital Buenos Aires. O Porto Madero. Onde antes funcionava um porto, hoje são quilômetros e quilômetros de restaurantes.24.10.06
A expectativa pode ser triste
Mesmo nervosa por causa da responsabilidade de cobrir um evento com um piloto da categoria mais importante do mundo, não tirei da cabeça que, sendo a entrevista na hora do almoço, poderia degustar alguns quitutes maravilhosos da casa. Que nada!
Além de o evento ser completamente desorganizado, com horários não cumpridos e uma papagaiada só em volta dos pilotos – o que não permite que nós trabalhemos direito – só foi servido um buffet de frios.
Todos com fome, afinal de contas eram 14h e ninguém tinha comido ainda – estávamos muito ocupados tentando arrancar alguma resposta boa dos pilotos, o que, no caso, não aconteceu – nos dirigimos para a sala do buffet. Além do tradicional “sushizinho” e “sashimizinho” tinha m-o-r-t-a-d-e-l-a. Pois é... brochei.
Falando com o maridão no telefone, ele perguntou curioso: “E então, o que está comendo de bom?”. “Mortadela!”, respondi podendo sentir que até ele brochou lá do outro lado. Agora eu pergunto, por que raios você faz um evento num lugar tão “chic”, se é pra servir mortadela? Não posso deixar de lembrar da máxima “come-se mortadela e arrota-se peru”.
Aprendi que nada vem de mão beijada nessa vida. Se você quer comer no Fasano, tem que ser por conta....
5.10.06
Você tem medo de quê?
Nesta semana tive um dia de folga. Benditos sejam os dias de folga. Mesmo chuvosos eles podem ser antídotos contra a loucura. Resolvi então me enfiar na cozinha e só sair de lá com um banquete para o jantar. Posso dizer que tive sucesso. Minha vítima era o ossobuco alla milanesa. Eu disse vítima? Quis dizer meta.
Depois de folhear meu primeiro livro de gastronomia e ler com calma a tradicional receita, vi que era fácil, só precisava sair e ter certeza que compraria os melhores ingredientes. Feito isso, voltei para minha cozinha e comecei a preparar minha mise en place.
Não era difícil, muito pelo contrário. Pica, doura, refoga, salga, cozinha. E cozinha, e cozinha, e cozinha. O cheiro começou a dominar a casa toda, impregnou na minha roupa e no meu nariz. Eu estava apaixonada por aquilo.
Acompanhei o prato com um simples risoto de erva doce, vinho, e para a sobremesa um creme de chocolate com 70% de cacau, com amargor balanceado por um simples morango. As caretas e suspiros de prazer de meu comensal favorito valeram a semana.
Eu acredito que para você ter prazer na cozinha nem sempre é preciso criar, inventar coisas novas, ser diferente. O prazer pode vir de uma receita simples, carregada de história e tradição. Do manejo dos ingredientes, da sensação da fruta escorregando entre os dedos, do aroma das ervas impregnando o ambiente.
4.10.06
Indicação de leitura

Terminei ontem à noite um dos livros mais interessantes e cativantes que li no último ano. Alho e Safiras, de Ruth Reichl, é uma descrição apaixonada dos prazeres da comida. A autora foi uma das mais festejadas críticas de gastronomia do New York Times e neste livro ela conta a experiência.
Para não receber tratamento especial nos estabelecimentos que estava analisando, Ruth se fantasiava. Ela criou diversos personagens e começou a entrar em sua pele. De loiras gostosonas a senhoras pobres e rejeitadas pela sociedade, ela se divertia com a reação das pessoas e descobria a verdadeira essência dos restaurantes.
A autora mostrou que uma crítica pode ser uma aula de história, passando informações sobre cada ingrediente ou sobre determinados pratos, como eles foram criados e como são degustados em diversos cantos do mundo.
Ruth consegue descrever uma refeição como ninguém, fazendo com que o leitor prove um pouco das sensações pelas quais ela passou e anseie cada vez mais por boa comida, recebendo um incentivo extra para ir à cozinha e começar sua própria obra de arte.
25.9.06
Tapioca
Alimento indígena, a tapioca, ou beiju, ganhou admiradores nos colonizadores portugueses, que a viram como substituta do pão. Hoje ganhou status e já ocupa cardápios de restaurantes por todo o país.
Doce ou salgada ela pode ser extremamente saborosa, ou muito sem graça. Tudo depende do toque que você der aos recheios. Uma noite de tapioca com os amigos pode ser um evento bastante divertido, com cada um escolhendo seus ingredientes e montando seu próprio prato. Esqueça as tapiocas de quiosques de shopping, faça-as em casa.
Para a salgada:
Ingredientes:
- Goma (compra-se em feiras livres)
- Abacate maduro amassado
- Tomate picado em cubos pequenos
- Cebola
- Azeite
- Queijo coalho
- Orégano seco
- Sal
Modo de preparo:
-Refogue a cebola picadinha no azeite. Coloque um pouco de sal sobre ela quando estiver com o óleo quente para que ela solte água e fique macia e cozida.
- Esquente uma frigideira antiaderente untada com óleo, manteiga ou azeite. Quando ela estiver bem quente, distribua a goma sobre ela, formando uma camada de farinha, como se fosse uma panqueca. Com uma colher de pau, pressione a goma para que ela frite.
- Quando a goma estiver compacta, soltando da panela e levemente morena na parte debaixo, vire-a.
- Enquanto o lado cru toma cor, coloque sobre metade dela fatias de queijo coalho, o abacate amassado, os tomates picados, a cebola refogada, polvilhe com sal e orégano. *Não coloque muito recheio senão ele cairá todo pelas bordas.
- Dê dois minutos e dobre a “panqueca” de tapioca sobre ela mesma, formando um tipo de taco mexicano. A massa deverá estar firme e o recheio levemente derretido e morno.
- Sempre passe um papel toalha na frigideira entre uma tapioca e outra, para tirar os restos de farinha que poderiam ficar queimando na frigideira.
Para a doce:
Ingredientes:
-Doce de leite cremoso
-Uva passa
-Conhaque
Modo de preparo:
- Deixe as uvas de molho no conhaque por meia hora
- Escorra as uvas e misture-as com o doce de leite. Misture bem
- Prepare a “panqueca” de tapioca da mesma forma que a salgada, mas ao invés do recheio salgado, coloque a mistura do doce de leite e das uvas passas. Fica delicioso.
20.9.06
A feira livre ainda vale a pena?
Pra que ir à feira? Pelo contato humano. Pelas dezenas de frutas que você prova – e acaba levando para casa – no caminho até a banca de flores. Pelas próprias flores. Pelo pastel! Nada melhor que um pastel de feira pra começar o dia.
O último domingo mudou minha percepção do que é bom ou ruim. Lá no Paraíso, nessa longa feira, vi que a concepção que eu tinha de caro e barato, confortável ou não, divertido e saudável foi alterada. Por mais que “no sacolão ali ao lado” os produtos tenham qualidade, não se compara à feira. Sim, em alguns casos ela é mais cara, mas até nisso existe flexibilidade. Quanto mais cedo você for, mais caro vai pagar. Se chegar lá pela hora do almoço, pode ser que não encontre produtos tão bonitos, mas eles continuarão sendo frescos, limpos e o preço estará melhor.
Mas mesmo no “horário de pico”, você consegue pechinchar e sair de lá com sacolas cheias de bons produtos e muito papo fiado – um dos muitos prazeres da feira. Por mais que você seja uma pessoa “fechada”, mal-humorada e que não goste de bater papo com qualquer um, é inevitável sorrir com as brincadeiras dos feirantes, com a facilidade com a qual eles baixam o preço do quilo do tomate ou com as “antiguidades” vendidas na barraca de tranqueiras, como os carrinhos de feira que sua avó usava e que ainda são muito úteis.
Ficou claro pra mim que ir à feira ainda vale a pena, deixando um gostinho de que assim posso contribuir, mesmo que pouco, para a retomada da valorização do que é nosso e da tão falada diversidade cultural. Sentimento reforçado depois que li um artigo da revista Slowfood – um movimento maravilhoso – que falava sobre o perigo da desumanização dos mercados e feiras pelo mundo. Muitos estão sendo obrigados a mudar de lugar, deixando o centro das cidades e sendo relegados à periferia, em pontos de difícil acesso. Além disso, as pessoas que antes se identificavam com um espaço, já não mais se reconhecem em outros corredores. Você que é de São Paulo, imagine se o Mercadão fosse transferido para Santo Amaro, por exemplo. Será que seria igual?
Outro ponto que o artigo ressaltava era a importância de cada fator nos mercados e feiras livres. O produto em si e o contato com o vendedor deixaram de ser tão importantes, abrindo mais espaço para as negociações monetárias. A diversidade cultural gigantesca que se reúne em um espaço como esse já não é mais notada e muito se perde por aí.
Eu não quero pregar nada contra nenhuma grande cadeia de supermercados ou até aos tão acessíveis sacolões, mas se você der uma chance à feira, aposto que vai gostar e querer voltar todas as semanas.
13.9.06
Toque do NYT
Vamos aos números. Tomar o Caffè Mocha com creme da rede significa que você está ingerindo 490 calorias (!!), o equivalente a um Quarteirão com queijo. Mais: o Java Chip Frappuccino tem 650 calorias.
Outra notinha que me chamou a atenção nesta edição diz respeito aos defensores dos direitos dos animais. Depois de Chicago parar de vender foie gras, o mercado Whole Foods parou de vender lagostas vivas. Agora foi a vez da Ben and Jerry pedir para que as pessoas não comprem ovos vindos de uma fazenda que a Sociedade Humana dos Estados Unidos acusou de maltratar seus animais.
Enquanto isso, a empresa está firmando acordos com fazendeiros que assumem a responsabilidade de tratar adequadamente seus animais, em troca da permissão de uso de um adesivo com o dizer “Certificado Humanitário”.
12.9.06
Um vegetariano criativo
São Paulo tem boas opções de restaurantes vegetarianos. Poucas (se se levar em conta o número de casas gastronômicas na cidade), mas boas. Confesso que não comi em muitos, mas dos que provei, sem dúvida alguma o Vie Verte é o melhor. Pequeno, voltado para o público que trabalha na região (limitando um pouco seu alcance) e muito criativo.Infelizmente, assim como a maioria das casas vegetarianas, ele só abre durante a semana no horário do almoço. Seu cardápio, no entanto, se diferencia. Sempre em mutação, ele é criativo, delicado e algumas vezes até sofisticado. Tanto é que já conquistou clientes cativos, cujos gostos já são conhecidos pelas garçonetes. Basta um “o de sempre” para que sejam servidos.
Um prato tradicional, que não sai do cardápio, é o dahl. Uma sopa indiana servida antes do principal. Deliciosa e bastante apimentada, ela ajuda a confortar o estômago dos famintos.
As saladas são o ponto fraco do cardápio. Corriqueiras, elas não trazem muitas novidades, mas cumprem seu papel. Já os pratos principais deliciam até aqueles que olham torto quando se fala a palavra vegetariano. De terça-feira, por exemplo, tem a opção “escalopinho natural ao molho de carambola”. O conceito do prato é excelente, apesar de o molho ser muito consistente e doce. Ele vem acompanhado de arroz integral, no ponto certo, e de uma empadinha de tomate seco, mussarela de búfala e rúcula. Apesar do recheio não ser nenhuma novidade, a tortinha é muito bem executada, com uma massa deliciosa.
O ratatouile com farofa de castanhas, que é um assado de legumes, distribui o sabor pela boca. Há também a Feijoada Light, que vem separada do restante dos alimentos, em uma cumbuquinha. Os acompanhamentos são banana assada, farofa de pipoca – muito inventiva e saborosa -, verdura refogada e arroz de açafrão. O prato sacia a vontade de uma feijoada, mas sem deixar o estômago estufado como as comuns.
Para completar, a sobremesa não deixa a desejar. Você sempre tem a opção de comer uma fruta, ou um doce. Hoje, por exemplo, tinha pudim de iogurte. Fantástico. Leve, um jeito perfeito de encerrar uma refeição. Já provei também o pudim com molho de rosas. Sem igual. A tortinha mousse de limão fica na mesma linha, doce o suficiente para matar a vontade e leve a ponto de não estragar a refeição que acabou de fazer. Você sai de lá com um sorriso no rosto, satisfeito em quantidade e qualidade.
O Vie Verte fica na rua Rua Bianchi Bertoldi, 128, uma paralela à Av. Faria Lima, na proximidade do cruzamento com a Av. Rebouças.
28.8.06
Santíssima Trindade
Outro dia eu ouvi uma expressão fantástica, “Santíssima Trindade dos temperos”. Ela foi usada para se referir ao cominho, coentro e cúrcuma, bastante usados pelos indianos. Isso me fez lembrar que, mesmo em uma cidade como São Paulo, nem sempre é fácil encontrar todos os temperos que se procura para um prato típico.Eu tenho uma amiga canadense, com descendência grega, e que adora fazer combinações indianas e naturais. Ela tem uma receita de molho perfeita para diversos pratos, de acompanhamento para carnes a recheio de tapioca. Só que os ingredientes ela recebe da mãe, que ainda está na América do Norte.
Em um fim de semana de ócio de agosto, porém, eu fui ao Empório Santa Maria, que fica na Cidade Jardim, em São Paulo, e encontrei a maioria desses temperos. O lugar é excelente para quem busca produtos importados das mais variadas naturezas (animal ou vegetal, in natura ou processado).
É verdade que você vai pagar um pouco caro, mas dificilmente encontrará isso em outro ponto da cidade. Nem no Mercadão, um paraíso de temperos, eu encontrei coisas como o pepper powder, que não é exatamente apenas pimenta em pó. Ou fennel greek e até maple syrup, paixão dos canadenses.
Quando se descobre um lugar assim na cidade – que nem era escondido, mas que pertence a um “outro mundo” -, é motivo para se comemorar e usar. Claro que eu prefiro um pequeno produtor que fica na esquina do bairro, mas nem sempre ele tem o que precisamos.
21.8.06
Encher a boca de sabor
Por mais que a comida seja deliciosa, ela nunca estará em seu máximo. O ideal mesmo é ir numa terça-feira ou numa quarta-feira. Os cozinheiros estão descansados, iniciando sua semana, com ingredientes fresquíssimos e com a casa um pouco mais vazia, permitindo que eles se expressem melhor.
No último fim de semana fui a um bistrô francês em Higienópolis, São Paulo. O Ici Bistrô. Estávamos em quatro. Esperamos mais de uma hora por uma mesa. O sono e a fome já eram tantos, que mal conseguimos aproveitar nossos pratos.
Um atum com molho de gengibre e purê de batatas com raiz forte foi a minha escolha. Fantástica, por sinal, mas a execução poderia ter sido melhor. A combinação era muito boa, mas o atum tem que estar mal passado, tem que ter seu interior bem rosado. O meu estava além do “ao ponto”, o que tirou sua principal graça.
A salada de baby agrião com pato crocante e a arraia vieram mais afinadas. Outra delícia são os escargos. Macios e com um molho à provençal inundaram a boca de sabor.
Falando em inundar a boca de sabor, o Amsterdã Café, que fica na Melo Alves, região da Av. Paulista, conseguiu o feito com um prato muito simples. Um risoto de gengibre. Quando você vai a um restaurante que nunca pisou antes, tem que estar preparado para receber um desastre na mesa. Eu estava, mas fui surpreendida.
Tanto o risoto de gengibre quando o de limão e alecrim estavam divinos. A consistência era perfeita e os sabores completavam toda a boca, ao invés de apenas passar pela língua e descer garganta abaixo. Recomendo e volto.
16.8.06
Viagem de autoconhecimento
A onda de blog instaurada nos melhores sites de conteúdo da internet brasileira veio ao encontro de uma outra onda, um pouco mais particular, de auto-estima.Nesta tentativa de retomada do Con gusto inicio uma viagem de descoberta de sabores, culturas, curiosidades, personalidades e tendências, o que não deixa de ser uma viagem de autoconhecimento.
Uma miscelânea de tradição toda encarnada em uma recente amizade me despertou para a culinária indiana e seu cheiro de cominho. A simplicidade de suas receitas e a complexidade de seus cheiros e gostos constituem um cenário perfeito para os iniciantes – como eu – que conseguem administrar com eficiência os pratos e, ao mesmo tempo, aprender com as sensações resultantes.
Apesar de a variedade de temperos usados pelos indianos – e também pelos marroquinos – parecer infinita, há alguns que se repetem com maior freqüência. É o caso do cominho supracitado. Seu cheiro característico e forte pode ser enjoativo em determinado estágio, mas para mim continua atraente. Muito usado em pó, também pode ser encontrado em semente. Assim como o coentro em pó, ou semente, geralmente é frito para exalar seus aromas antes de ser incorporado ao restante do prato.
O coentro, aliás, também é muito usado fresco. Com gosto marcante, tem aparência semelhante à da salsinha, mas paladar nada parecido. Misturado a um molho de iogurte, é divino.
A pimenta também está bastante presente, em forma de pó, moída na hora ou fresca dá, além do gosto picante, um aroma diferente aos pratos. Com carne de vaca ou franco, cai muito bem.
Sem esquecer também do curry, que no Brasil nem sempre é bem utilizado, dando a alguns pratos um gosto muito “maçante”. Para se assar um frango no forno tandoor, ele cai como uma luva, conferindo um bronzeado sem igual. As folhas de curry também são um ingrediente importante da culinária indiana, mas difíceis de serem achadas no Brasil. Misturadas com leite de coco, sementes de mostarda e tomates, formam um molho inigualável.
O que me agrada também na cozinha da Índia são as porções, pequenas, mas bastante variadas, todas em uma só refeição. Um de meus maiores prazeres é provar vários sabores “em uma sentada só”. O almoço, ou o jantar se tornam um momento de relaxamento, descobertas e aproveitamento – funções que sempre tento atribuir às minhas refeições.

